Existem pessoas que apenas cá andam para julgar os outros, existem aquelas que em vez de julgar compreendem e, existem ainda outras que compreendem julgando! Pois confesso, que estou farta das primeiras, pois com as terceiras posso eu bem e com as segundas partilho as minhas vivências. Quem se julgam essas pessoas que sem nos conhecer, já fazem juízos de valor? Pensarão elas que são donas e senhoras do mundo e dos outros? Se assim for, desenganem-se! Ideia absurda essa.
Observo com atenção cada detalhe, cada olhar, a expressão inquieta no seu rosto, o contorno dos seus lábios e o franzir da sua testa quando está prestes a dizer, mais uma vez, algo sem sentido. Apercebo-me então que aquela amizade estupenda que pensara eu ser verdadeira, deu lugar – há já algum tempo – ao puro cinismo! Sim, é esta a designação mais adequada para tal pessoa. Com o passar dos dias, olho-me ao espelho, revivo aqueles momentos e vejo que não sou mulher, menina e moça de meias palavras! Sou muito “eu” e nada dos outros e assim sendo, parto p’ra cima sem pensar duas vezes – pois a mim, não me tomam por parva!
Falsidade rotineira enerva-me e não é pouco – e a ela é o que não lhe falta. Talvez um pingo de maturidade e sinceridade viessem a calhar, naquele seu feitio de menina mimada. Há bem pouco tempo atrás, fez-me lembrar dele – estas suas fases constantes de mudanças de humor! Parece que afinal não é só ele que possui esta característica – característica essa, que não sou de aprovar – mas aceito-a nele e só nele, em mais ninguém. Já me basta lidar com uma pessoa assim, não tenciono arranjar “mais sarna para me coçar”! Assim sendo, reprovo tamanhas atitudes nela – quiçá um dia mais tarde, quando for possuidora de maior maturidade, talvez eu pondere dirigir-lhe a palavra.
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